sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Que sou -remaker


Que sou....
A pureza na vadia
A mente vazia
A viuvez nas solteiras
Do meio a beira
A fala do silencio
O escuro do sol
O liminar da lua
O útil no inútil
Odioso da paz
Que nada leva
E... Nada trais
Totalmente capaz


O rio sem a nascente
Chuva sem a água
Perdão sem a magoa
A vida investida
Comprida, cumprida 
tarefa
Tristeza na festa
O arco sem a flecha
A ruga sem a testa
Devagar com a pressa


Lágrimas sem dor
A madrugada nua
Perfume sem flor
Pródigo de amor
O filho do aborto


A maldade em Deus
Saudade sem o adeus
Volta sem a ida
A verdade doída
e ferida


Complexo
Conflito sem gerações
Detesto
Protesto
Do caminho sou o atalho
A corrente sem os elos
Com você em paralelo
Desfeito
Desisto
Sou SEMI NADA
Existo!!!!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Frases do Ge Santos

"Amor e o ódio são como o animalzinho de estimação, depende de nossa alimentação".


Nossa sociedade está dividida entre os "cara de pau" e os "cara de paisagens" e no meio tem uns "cara perdidos" que fazem cara feia..


"Gostar é de coisas, pessoas a gente simplesmente ama"


"Na primeira metade da vida se faz o que os outros querem para na outra ter o direito de fazer o que quiser"


"Não confunda falar de sexo com fazer sexo oral"


"O verdadeiro sentido da vida é a conquista da eternidade"

domingo, 16 de outubro de 2011

Sabedorias do Burraldo u filho de Dona Chica


Depois de Burraldu descobrir a sábia maneira de se repartir um ovu, cresceu u entusiasmu na sua busca por sabedorias. Também entendeu que não deve deixar se perder nu tempu das tantas geniais lições de sabedoria como essas repassadas por Dona Chiquinha.
Era um costume baianu das matriarcas, nus finais de tardes e iniciu de noites, se sentar à soleira da porta de casa pra contar histórias, acercada dus filhos e criançada dus vizinhos. Até hoje, o Burraldu desconfia que algumas daquelas histórias são verdadeiras e outras certamente fruto du foclore baianu.
U Certu mesmu é que a criançada adorava ouvi-las.

Um outru dia, u Burraldu ficou apenadu de ver us passarinhos urbanos banhar-se e beber da água emporcalhada de resíduos domésticus que corria meiu-fiu afora até a galeria pluvial. Desleixu de algum ser humanu que não canalizou corretamente u sistema de sobra d'água da casa. Deleixu também dus vizinhus que fazem "cara de paisagem" e suportam aquilu sem nada dizer ou fazer. Siquer eles reclamam aus órgãos públicos que deveriam exigir u saneamentu de tal violação e contaminaçãu dus recursos hídricus naturais.
Burraldu decidiu aliviar a situação daquelas aves. Ele fez em seu quintal um buracu rasu e acimentadu, pra servir de bebedouru daqueles bichinhus. Notandu que us passarinhus ignorava a sua obra e dela não faziam nenhum usu, Burraldu pensou em atraí-los de alguma outra maneira.
Dias depois,  e ainda a sua obra desprezada, u Burraldu a dividiu nu meiu. De um ladu colocou água e doutru passou abastecer com quirelas de milhu.
Burraldu "acertou na veia" pois imediatamente us pássaros atacaram as quirelas e beberam d' água.
Observandu a comilança dus bichus, u Burraldu viu que nem tudu estava de acordu. Imaginem u brigueiru que se formou... Amargosas, pardais, rolinhas e outros disputandu entre si u domíniu du cumedouru e bebedouru. Meninu! Que pauleira! Alguns danadinhus abandonavam a quirela e partiam pra cima dus outrus de bicadas e de asadas. Uma bagunça e nenhuma hierarquia ou soluções lógicas, du tipu..., pur espécies, tamanhus, machus, fêmeaa e outras... A disputa pela quirela era ferrenha. De nada adiantava u Burraldu aumentar na quantidade. Mesmu abastecendu à vontade us bichus que tava comendu num deixava u outru chegar nu coxu, nem "pur decretu". Burraldu ficou ali observadu u brigueiru injustificadu dus bichus. Pensava se tem cumida por que esta briga?
Foim então que Burraldu se lembrou de uma das práticas de dona Chica. E logu veio a sua mente u entendimentu, du por que a mãe exigia dus filhus comerem daquela maneira. Quandu pequenu, Burraldu e outros dois irmãos menores, por determinação da mãe, comiam na mesma panela. Até um únicu pedaço de melancia era desgustadu pelos três irmãos à colheradas. Alí, vendu o brigueiru das aves pelu alimentu, até pur  uma questão de sobrevivência, u Burraldu entendeu a lição que a mãe queria ensinar quandu ela exigia dus filhus a unificação da  partilha dus aliementus em uniãu..

"Diferentemente dos demais bichos, se não brigam na hora dae partilhar do alimento  os irmãos seguirão unidos na vida".
G Santos

sexta-feira, 7 de outubro de 2011