sábado, 10 de abril de 2010

O que a chuva me faz ver

Uma página qualquer...

(O que a chuva me faz ver)

Lá fora a natureza chora lágrimas que rolam cadenciadas e esparrama vidas.

Galhos e folhas das árvores recebem tais gotas com alegria e uma fonte do viver, florir e frutificar. Frutos que são dádivas em retribuição e gratidão.

Assim, a cada instante a vida se renova numa inesgotável fonte: "é dando que se recebe".

Também lá fora acontecem outros fatos que são os praticados por seres humanos. Seres antagônicos, questionáveis, racionais, inconscientes e injustos se apenas destrutivos, porém geniais quando transformam. Criativos?

- Hum!!! Não creio que os seres humanos tenham o poder de criar, partindo do nada.

Criaturas, “imagem e semelhança do criador” e clone fidedigno... Digno? Dignidade!?

Aqui me atenho. Paro e olho ao redor... Estupefato, acabrunhado e tristonho com tais contradições. Fatos sucedâneos que ora nos causam revolta e noutras até nos acalentam. Nos faz chorar e nossas lágrimas, assim como as da mãe natureza, traçam o caminho da esperança. Esperanças que nossas ações, assim como as lágrimas da mãe natureza, produzam os frutos identificáveis como “dádivas de retribuição e gratidão pela vida”.

G. Santos.

15/09/76

2 comentários:

  1. Você conhece algum outro animal que faz seu ninho em condições que possa ser destruído pela natureza?

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  2. Meu caro Ge, temo que as lágrimas da natureza há tantas já derramadas, nunca sejam sentidas e atendidas... Pobre bicho homem!!

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